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Foto: Sergiu Vălenaș

para Christiane
Procura-se a mãe possível. Aquela que se subdivide em casa enquanto padece no paraíso. Aquela que se surpreende com a imperfeição de todos os planos.
Procura-se a mãe possível. Na antesala dos consultórios, nos parques, supermercados. Procura-se aquela perdida na latitude de toda espera.
Procura-se a mãe possível. Aquela que aguarda, pacientemente, o corpo suportar a ciência invasiva: é preciso lupa para vasculhar a Via Láctea e reconhecer o desconhecido.
Procura-se a mãe possível, que, bem poderia ser, a primeira a colocar em si a máscara de oxigênio, embevecer-se com a queda da aeronave e descuidar-se em nuvens. Mas ela é aquela que por mais que o dia repouse não se desculpa.

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Categorias poema